quarta-feira, 4 de abril de 2018

O que é a vitamina D?

Quando pensamos em vitamina D, logo nos vem a mente a exposição solar como sua fonte principal. Isso é em parte verdade, já que a vitamina D é quase 90% derivada do sol. Porém, devemos lembrar que há uma série de alimentos que podem ajudar em casos de deficiência, assim como suplementos – falaremos deles mais abaixo. O que é importante saber sobre a vitamina D é que ela tem um papel essencial no nosso corpo e é o que os médicos chamam de “hormônio lipossolúvel”, ou seja, capaz de chegar mais facilmente às células sem grandes dificuldades.
Então, podemos dizer que, na verdade, a vitamina D é um nome dado para um grande grupo de lipossolúveis que juntos são capazes de manter o equilíbrio do organismo como e promovem mais qualidade de vida como um todo. A vitamina D é considerada uma das mais importantes de ser adquiridas e países onde o sol não brilha com frequência são os que mais precisam de suplementação para a população, que sofre os efeitos da sua deficiência constantemente.
Outro fato importante de citar a respeito da vitamina D é que todas as células do nosso corpo possuem um receptor para ela, o que nos prova a sua importância para a nossa saúde em geral.

Carência de Vitamina D – O que ela causa?

Qualquer carência de vitaminas pode causar uma série de problemas para o organismo, já que elas são fundamentais para o bom funcionamento dos órgãos e das funções básicas. Com a vitamina D não é diferente. Vamos aos principais sintomas da sua deficiência no corpo:
Problemas de saúde agravados: Gripes, resfriados e suscetividade ao aparecimento de ataques de vírus e bactérias são alguns sintomas de que há uma deficiência de vitamina D no organismo. Isso porque ela age diretamente no sistema imunológico, como falamos logo acima e sua falta pode gerar má proteção contra invasores.
Problemas nos ossos, articulações e músculos: Outro sintoma mais comum da carência de vitamina D são músculos mais fracos, dificuldades para treinar e até mesmo problemas mais severos nos ossos e articulações, como osteoporose e afins.
Em ambos os casos, os sintomas podem se confundir com outras deficiências, por isso, sempre procure um médico para ter o diagnóstico completo.

6 EFEITOS COLATERAIS DO EXCESSO DE VITAMINA D


Saúde e Beleza

A maioria das pessoas não ingere as quantidades adequadas de vitamina D. Isso acaba criando a necessidade de investir em suplementos para supri-la. Por outro lado, quem a consome em excesso pode se intoxicar e prejudicar o corpo.


Confira a seguir quais são os efeitos colaterais do excesso de vitamina D.
QUAIS SÃO OS EFEITOS COLATERAIS?



A vitamina D está envolvida na absorção de cálcio, na função imunológica e na proteção da saúde dos ossos, músculos e coração. Ela está naturalmente presente nos alimentos e pode ser produzida pelo corpo, quando a pele é exposta à luz solar.


Existem diversos alimentos ricos nessa substância que podem ajudar as pessoas que não se expõe ao sol o suficiente a produzi-la.


A deficiência dessa vitamina é muito comum. Estima-se que cerca de 1 bilhão de pessoas não obtenha o suficiente da vitamina D diariamente.


Verificou-se que a vitamina D3, um tipo de vitamina D, aumenta os níveis sanguíneos significativamente mais do que a D2. Estudos demonstraram que cada 100 UI adicional de vitamina D3 que você consumir causará uma elevação dos níveis de vitamina D no sangue em 1 mg/ml em média.


A intoxicação por essa vitamina ocorre quando os níveis sanguíneos aumentam acima de 150 mg/ml. Como a vitamina é armazenada na gordura corporal e liberada na corrente sanguínea, os efeitos da toxicidade podem durar vários meses. E isso pode acontecer mesmo depois de parar de tomar suplementos.


A toxicidade não é comum. Ela ocorre quase que exclusivamente em pessoas que tomam suplementos de alta dose a longo prazo, sem monitorar os níveis sanguíneos.


Também é possível consumir acidentalmente muita vitamina D, tomando suplementos que contenham quantidades maiores que as listadas no rótulo. Por outro lado, é impossível atingir níveis perigosos e elevados de vitamina D no sangue através apenas de dieta e da exposição ao sol.




1. NÍVEIS ELEVADOS NO SANGUE


Um dos primeiros efeitos colaterais do excesso de vitamina D é ocasionado por níveis altos da substância no sangue. Níveis adequados, por outro lado, podem ajudar a aumentar a imunidade e protege de doenças, como osteoporose e câncer.


Embora um nível de vitamina D de 30 mg/ml seja considerado adequado, o Conselho de Vitamina D recomenda manter níveis de 40-80 mg/ml. Ele também afirma que qualquer dose acima de 100 mg/ml pode ser prejudicial.


Ainda que mais pessoas estejam tomando suplementos de vitamina D, é raro encontrar alguém com níveis sanguíneos muito elevados dessa vitamina.


Um estudo recente analisou os dados de mais de 20 mil pessoas por 10 anos. Verificou-se que apenas 37 pessoas tinham níveis acima de 100 mg/ml. Apenas uma pessoa apresentava toxicidade , a 364 mg/ml.


Em um outro estudo, uma mulher apresentou um nível de 476 mg/ml após ter tomado um suplemento por dois meses. Isso lhe deu 186.900 UI de vitamina D3 por dia fadiga.


Embora apenas doses extremamente elevadas possam causar toxicidade tão rapidamente, mesmo os defensores ferrenhos desses suplementos recomendam um limite superior de 10.000 UI por dia.
2. NÍVEIS ELEVADOS DE CÁLCIO NO SANGUE



Essa vitamina ajuda o corpo a absorver o cálcio dos alimentos consumidos. Esse é um de papéis mais importantes dela.


No entanto, se a ingestão for excessiva, o cálcio no sangue pode atingir níveis que causam sintomas perigosos, como distúrbio digestivo, vômitos, náuseas, dor de estômago, fadiga, tonturas, confusão mental, sede excessiva e micção frequente.


A faixa normal de cálcio no sangue é de 8,5-10,2 mg dl. Em um estudo, um homem mais velho com demência recebeu 50.000 UI de vitamina D por seis meses. Ele foi hospitalizado repetidamente com sintomas relacionados a altos níveis de cálcio.


Em outro estudo, dois homens tomaram suplementos de vitamina D incorretamente rotulados. Isso levou os níveis de cálcio no sangue de 13,2mg/dl para 15 mg/dl. Além disso, demorou um ano para que os níveis se normalizassem depois que eles deixaram de tomar os suplementos.
3. NÁUSEAS, VÔMITOS E APETITE BAIXO


Muitos desses efeitos colaterais estão relacionados ao excesso de cálcio no sangue. No entanto, estes sintomas não ocorrem em todos com níveis elevados de cálcio.


Um estudo seguiu 10 pessoas que haviam desenvolvido níveis excessivos de cálcio depois de tomarem altas doses de vitamina D. Quatro delas apresentaram náuseas e vômitos e três tiveram perda de apetite.


Respostas semelhantes às megadoses de vitamina D foram relatados em outros estudos. Uma mulher sofreu náusea e perda de peso depois de tomar um suplemento recomendado por seu naturopata.


Importante, esses sintomas ocorreram em resposta a doses extremamente elevadas de vitamina D3.
4. DOR ESTOMACAL, CONSTIPAÇÃO OU DIARREIA



A dor estomática, a constipação e a diarreia são queixas digestivas comuns. Elas são frequentemente relacionadas à intolerâncias alimentares ou síndrome do intestino irritável.


No entanto, elas também podem ser um sinal de níveis elevados de cálcio causados ​​pela intoxicação por vitamina D. Tal como acontece com outros sintomas, a resposta parece ser individualizada mesmo quando os níveis sanguíneos dessa vitamina são igualmente elevados.


Em um estudo de caso, um garoto desenvolveu dor no estômago e constipação depois de tomar suplementos de vitamina D. Seu irmão apresentou níveis elevados de sangue sem outros sintomas.


Em outro estudo de caso, uma criança de 18 meses recebeu 50.000 UI de vitamina D3 por três meses. Ela apresentou diarreia, dor de estômago e outros sintomas, que foram resolvidos depois que ela parou de tomar os suplementos.
5. PERDA ÓSSEA


Como a vitamina D desempenha um papel importante na absorção de cálcio, obter o suficiente dela é crucial para a manutenção de ossos fortes. No entanto, muita vitamina D também pode prejudicar a saúde óssea.


Embora muitos sintomas de excesso de vitamina D sejam atribuídos a altos níveis de cálcio no sangue, alguns pesquisadores sugerem que megadoses podem levar a níveis baixos de vitamina K2 no sangue.


Uma das funções mais importantes da vitamina K2 é manter o cálcio nos ossos e fora do sangue. Acredita-se que níveis muito elevados de vitamina D podem reduzir a atividade da vitamina K2.
6. INSUFICIÊNCIA RENAL



A ingestão excessiva de vitamina D resulta em lesão renal. Em um estudo de caso, um homem foi hospitalizado por insuficiência renal, níveis elevados de cálcio no sangue e outros sintomas. Todos eles ocorreram após o homem ter recebido injeções de vitamina D prescritas por seu médico.


A maioria dos estudos relatou lesões renais de moderadas a graves em pessoas que desenvolvem toxicidade de vitamina D por seu consumo excessivo.


Um estudo foi feito com 62 pessoas que receberam injeções altas da vitamina. Cada uma delas sofreu insuficiência renal de alguma forma. A insuficiência renal é tratada com hidratação e medicação oral ou intravenosa.


É importante conhecer os efeitos colaterais do excesso dessa vitamina. Dessa forma, será possível saber a importância de evitar seu excesso. Testes e exames médicos especializados podem ajudar a equilibrar o consumo vitamínico diário e também a regular a saúde corporal no dia a dia.

Alimentos Ricos Em Vitamina D



A vitamina D é uma vitamina lipossolúvel, que dissolve em gordura/óleo e é armazenada no organismo durante muito tempo. Ela é necessária para o bom funcionamento de muitos órgãos do corpo e ajuda a prevenir danos causados pelos radicais livres. Por isso é essencial consumir alimentos ricos em vitamina D.

Favorece a absorção do cálcio, é importante para fortalecer os ossos e os dentes, além de evitar o raquitismo. A carência dessa vitamina no corpo é fator de risco para doenças cardiovasculares, diabetes, câncer, doenças autoimunes como esclerose múltipla e diminuição da expectativa de vida.

Neste artigo, vou mostrar quais são os alimentos ricos em vitamina D, e a sua importância para a saúde.

Não deixe de ler e compartilhar.


Alimentos Ricos Em Vitamina D: OstNo entanto, é o sol o responsável por 80 a 90% de toda a vitamina D que o corpo recebe. Um adulto deve consumir, em média, cinco microgramas por dia dessa vitamina e garantir uma exposição à luz solar de 20 minutos diários.

Por isso é importante consumir alimentos ricos em vitamina D. Podemos encontrar nos alimentos dois tipos de vitaminas D: a vitamina D3 e D2. A primeira é a forma mais poderosa e efetiva da vitamina, sendo até duas vezes mais poderosa do que a D2.

Confira os principais alimentos ricos em vitamina D, especialmente de origem animal (3, 4):

– Óleo de fígado de bacalhau e Arenque fresco: uma das fontes mais generosas de vitamina D;

– Ostras: também são ricas em proteínas, baixas em calorias e possuem outros tantos nutrientes que proporcionam saúde para o organismo;

– Salmão: Seja cru, assado ou frito, além do sabor, é fonte de ômega 3 e outros nutrientes importantes para o corpo humano;

O consumo de peixes gordos aumentam a quantidade dessa vitamina no organismo de forma considerável. Mas não se esqueça que a principal fonte dessa vitamina para o nosso organismo é a exposição ao sol!

– Atum: contribui para o fortalecimento do sistema imunológico, evitando doenças graves, como o câncer;

– Sardinha: também é rica em omega 3, e recomendada no combate aos diversos tipos de doenças, incluindo problemas cardiovasculares;

– Ovos: principalmente a gema, pois se trata de uma fonte bastante importante de vitamina D, sendo indispensável no cardápio; o ovo é um dos alimentos ricos em vitamina D mais versáteis e nutritivos.

– Fígado de galinha e fígado bovino

– Laranja: também possui grandes quantidades de vitamina C e cálcio.

-Cogumelos shiitake: o processo de secagem dos cogumelos ajudam a liberar uma boa quantidade de vitamina D.

–Leite de amêndoas

Quem faz uso de corticoide mesmo com doses baixas por longo tempo deve tomar cálcio vitamina d e. Ácido folico para prevenir doenças?

Olá,
O corticoide aumenta o risco de perda ossea e redução de alguns nutrientes , por isso deve em geral fazemos a reposição do calcio e vitamina D3 e acido folico, mas depende de sua idade, sua dieta e resultados de exames para saber se precisa repor e o quanto repor, pois reposição e excesso pode tambem te prejudicar.
Então antes de pensar em repor , dosar no sangue calcio ionico, dosagem de acido folico ou vitamina b9 e de 25 hidroxivitamina D.
Um abraço
Dr Reginaldo Rena

Deficiência de vitamina D tem relação com mortalidade por doenças do coração

Uma nova pesquisa publicada no BMJ liga falta de vitamina D ao aumento do risco de morte por todas as causas - incluindo doenças cardiovasculares - e pode mesmo desempenhar um papel no prognóstico do câncer. O estudo foi desenvolvido por pesquisadores da Division of Clinical Epidemiology and Aging Research do German Cancer Research Center, na Alemanha. 

Para o trabalho, foram analisados dados de oito estudos de base populacional da Europa e dos EUA, envolvendo 26.018 participantes entre as idades de 50 e 79 anos. Indivíduos foram acompanhados por 16 anos.
Os pesquisadores descobriram uma associação entre baixos níveis de vitamina D e mortalidade por todas as causas - incluindo doenças cardiovasculares e câncer. Durante o acompanhamento, aconteceram 6.695 óbitos, sendo 2.624 mortes por doenças cardiovasculares e 2.227 por cancro.

Foi encontrada uma ligação entre os participantes com os níveis mais baixos de vitamina D - como determinado pelo exame 25-hidroxivitamina-D - e morte por doenças cardiovasculares. Esta associação foi encontrada em participantes com e sem histórico da doença.

Os autores também notaram uma associação entre níveis baixos de vitamina D e de morte por câncer entre os participantes com histórico da doença. No entanto, nenhuma associação foi encontrada entre os participantes sem histórico de câncer, dizem os pesquisadores, o que indica que a vitamina D pode ser importante no prognóstico do câncer. Mas a equipe ressalta que não se pode excluir a causalidade reversa, ou seja, de que o câncer pode ter levado a baixos níveis de vitamina D.

De acordo com os cientistas, essa pesquisa mostra a importância de mantermos níveis adequados de vitamina no organismo durante toda a vida, mas ainda não justifica a suplementação. Para isso, mais estudos são necessários.

Especialistas esclarecem 12 dúvidas sobre a vitamina D
A vitamina D é um hormônio esteroide lipossolúvel que pode ser obtido após exposição solar ou por meio da alimentação. Esta substância é essencial para o corpo humano e sua ausência pode proporcionar uma série de complicações. "É só pensar no que representa para o organismo a falta desta vitamina que controla 270 genes, inclusive células do sistema cardiovascular", diz o neurologista Cícero Galli Coimbra, professor associado e pesquisador da Universidade Federal de São Paulo.

A vitamina D é necessária para a manutenção do tecido ósseo, ela também influencia consideravelmente no sistema imunológico, sendo interessante para o tratamento de doenças autoimunes, e no processo de diferenciação celular, a falta deste nutriente favorece 17 tipos de câncer. "Esta substância ainda age na secreção hormonal e em diversas doenças crônicas não transmissíveis, entre elas a Síndrome Metabólica que tem como um dos componentes o diabetes tipo 2", diz a nutricionista Natielen Jacques Schuch, professora do Centro Universitário Franciscano UNIFRA.

Existem ainda uma série de outros benefícios que a vitamina D proporciona para o organismo. "Infelizmente, cerca de 80% das pessoas que vivem no ambiente urbano estão deficientes nesta substância", constata Coimbra. Conversamos com especialistas neste nutriente e esclarecemos doze dúvidas frequentes sobre ele.

Vitamina D: 11 sintomas de deficiência desse hormônio

A vitamina D é um hormônio esteroide lipossolúvel essencial para o corpo humano e sua ausência pode proporcionar uma série de complicações. Afinal, ela controla 270 genes, inclusive células do sistema cardiovascular. A principal fonte de produção da vitamina se dá por meio da exposição solar, pois os raios ultravioletas do tipo B (UVB) são capazes de ativar a síntese desta substância. Alguns alimentos, especialmente peixes gordos, são fontes de vitamina D, mas é o sol o responsável por 80 a 90% da vitamina que o corpo recebe. Ela também pode ser produzida em laboratório e ser administrada na forma de suplemento, quando há a deficiência e para a prevenção e tratamento de uma série de doenças.

Esta substância ainda age na secreção hormonal e em diversas doenças crônicas não transmissíveis, entre elas a síndrome metabólica que tem como um dos componentes o diabetes tipo 2.

A vitamina D foi denominada desta forma em 1922, pois naquela época acreditava-se que ela só poderia ser obtida por intermédio da alimentação. Ela foi batizada de D por ter sido a quarta substância descoberta, depois das vitaminas A, B e C. A partir da década de 1970 os pesquisadores descobriram que a vitamina D poderia ser sintetizada pelo organismo, ou seja, na realidade ela é um hormônio, não uma vitamina.

Sinais de deficiência de vitamina D

A vitamina D é necessária para a manutenção do tecido ósseo, ela também influencia consideravelmente no sistema imunológico, sendo interessante para o tratamento de doenças autoimunes, como a artrite reumatoide e a esclerose múltipla, e no processo de diferenciação celular, a falta deste nutriente favorece 17 tipos de câncer. Veja outros benefícios:

1. Depressão

Baixos níveis da vitamina já foram associados a doenças cardiovasculares e neurológicas. Agora, psiquiatras do UT Southwestern Medical Center, no Texas, Estados Unidos, encontraram ligação entre baixos níveis de vitamina D e depressão. Os resultados foram publicados no periódico Mayo Clinic Proceedings.
Os pesquisadores, que trabalham no Cooper Center Longitudinal Study, examinaram os resultados de quase 12.600 participantes de estudos feitos entre 2006 e 2010. Depois de cruzarem os dados, eles descobriram que níveis mais elevados de vitamina D estavam associados a um declínio significativo do risco de depressão, em especial entre pessoas que já possuíam um histórico da doença. Os especialistas, entretanto, ainda não chegaram a uma quantidade exata do nutriente capaz de diminuir os sintomas da depressão.

2. Problemas nos ossos

A vitamina D é necessária para a absorção do cálcio pelos ossos. Pessoas com deficiência de vitamina D chegam a aproveitar 30% menos de cálcio proveniente da dieta. O cálcio é responsável por fortalecer ossos e dentes. A deficiência deste nutriente pode causar o raquitismo na infância e a osteoporose na vida adulta. Um exemplo da importância da combinação dessas duas substâncias é que sempre que a recomendação de suplementação de cálcio é recomendada ela é feita juntamente com a vitamina D para atuar na absorção do mineral.


Uma pesquisa feita pela Universidade de Zurique com 40.000 pessoas com mais de 65 anos observou que a suplementação de vitamina D reduz em 20% o risco de fraturas no quadril e em outras regiões com exceção da coluna vertebral.
3. Doenças do coração


A vitamina D participa do controle das contrações do músculo cardíaco, necessárias para bombear o sangue para o corpo. Além disso, ela permite o relaxamento dos vasos sanguíneo e influencia na produção do principal hormônio regulador da pressão arterial, a renina.


A falta da vitamina D pode levar ao acúmulo de cálcio na artéria, favorecendo o risco de formação de placas. Com todas essas questões, as chances de desenvolver doenças cardiovasculares como insuficiência cardíaca, derrame e infarto são maiores em pessoas com deficiência de vitamina D.

Uma pesquisa feita com 50.000 homens pelo Harvard School of Public Health durante dez anos observou que aqueles que tinham deficiência em vitamina D possuíam duas vezes mais chances de sofrer um ataque cardíaco do que os homens que não tinham a deficiência.
4. Risco na gravidez


A vitamina D é muito importante para as gestantes. No primeiro trimestre a falta dela pode levar a abortos. Em casos de abortos múltiplos no início da gravidez, pode ser que o sistema imunológico da mãe esteja rejeitando a implantação do embrião. Como a vitamina D age no sistema imunológico, ela pode corrigir este problema.

A vitamina D é essencial na gravidez

Além disso, no final da gravidez, a ausência da vitamina D pode causar a pré-eclâmpsia, doença na qual a gestante desenvolve a hipertensão. Afinal, esta substância influência na produção da renina, principal hormônio regulador da pressão arterial. A falta de vitamina D também aumenta as chances da criança ser autista, pois ela é importante para o desenvolvimento do cérebro do bebê.


Uma pesquisa publicada no The American Journal of Clinical Nutrition feita com mais de 1000 gestantes, observou que quando a mulher ingere a vitamina D os riscos do bebê desenvolver problemas respiratórios diminuem.


Outro estudo feito pela Universidade da Carolina do Sul, dos Estados Unidos, com 500 gestantes observou que o suplemento de vitamina D previne problemas como diabetes gestacional, parto prematuro e infecções.
5. Diabetes

O fato da vitamina D influenciar a produção de renina também é interessante para prevenir o diabetes, pois a falta desta substância favorece a doença. Além disso, a produção de insulina pelo pâncreas requer a participação da vitamina D.


Como a diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, a vitamina D torna-se interessante por ser um imunoregulador que inibe seletivamente o tipo de resposta imunológica que provoca a reação contra o próprio organismo.


Um estudo realizado pelo Institute of Child Health da Inglaterra acompanhou 10.000 crianças finlandesas desde o nascimento e observou que aquelas que receberam regularmente suplementos da vitamina tiveram 90% menos chances de desenvolver diabetes tipo 1.
6. Prejudica a força muscular


A vitamina D contribui para a força muscular, portanto, sua ausência leva a perda dessa força e aumenta o risco de quedas e fraturas. Uma pesquisa feita pela Universidade de Zurique com pessoas acima de 65 anos observou que o consumo de vitamina D pode diminuir o risco de quedas em 19%.

7. Doenças autoimunes


A vitamina D já está sendo utilizada no tratamento de doenças autoimunes, condição que ocorre quando o sistema imunológico ataca e destrói tecidos saudáveis do corpo por engano. A vitamina D é um imunoregulador que inibe seletivamente o tipo de resposta imunológica que provoca a reação contra o próprio organismo. O tratamento de doenças autoimunes com vitamina D é algo recente, mas é visto por especialistas como um grande avanço da medicina.

Algumas das doenças autoimunes que podem ser tratadas com altas doses de vitamina D são: esclerose múltipla, artrite reumatoide e problemas oftalmológicos que podem comprometer seriamente a visão do indivíduo e para os quais o tratamento costumava ser muito difícil.


O neurologista Cícero Galli Coimbra, professor associado e pesquisador da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), já tratou cerca de 1.200 pacientes com esclerose múltipla e muitos outros com diferentes tipos de doenças autoimunes utilizando principalmente o tratamento com doses de vitamina D.


O tratamento pode não só evitar que a doença avance como também proporcionar a recuperação de sequelas recentes. Tudo irá depender da doença e do tempo que a pessoa tem as sequelas, por isso o quanto antes iniciar o tratamento, melhor.


É importante ressaltar que este tipo de tratamento com suplementos de vitamina D deve ser realizados somente por médicos, pois o consumo em excesso da substância por conta própria pode causar sérios problemas para a saúde.


O atum é fonte de vitamina D

Outro estudo publicado no Journal of The American Medical Association feito com 7 milhões de norte-americanos constatou que o consumo de suplementos de vitamina D está associado ao menor risco de esclerose múltipla.

8. Câncer


A falta de vitamina D favorece 17 tipos de câncer, como os de mama, próstata e melanoma. Isto ocorre porque a substância participa do processo de diferenciação celular, que mantém as células cardíacas como células cardíacas, as da pele como da pele e assim por diante. Desta maneira ela evita que as células se tornem cancerosas. Além disso, a vitamina D ainda promove a autodestruição das células cancerosas.


Por essas razões, alguns estudos mostraram que além de prevenir o câncer, o consumo de altas doses dessa substância pode ser eficaz no combate a determinados tipos de câncer. Porém, neste caso também é necessário que a ingestão dos suplementos de vitamina D sejam realizados com o acompanhamento médico.


De acordo com o National Cancer Institute dos Estados Unidos há diversos estudos que apontam que a vitamina D é uma aliada no tratamento do câncer, especialmente do colorretal, de próstata e do seio. Porém, o instituto também diz que ainda são necessários mais estudos.
9. Autismo


Como a vitamina D é importante para o desenvolvimento do cérebro, ela ajuda a prevenir o autismo durante a gestação. Caso a pessoa tenha esta condição, continua interessante que ela obtenha a vitamina D, o que muitas vezes não ocorre facilmente por meio da exposição solar, fonte da substância, pois o indivíduo passa muito tempo em ambientes fechados.


Um estudo realizado pelo Children?s Hospital Oakland Research Institute, nos Estados Unidos, observou que três hormônios do cérebro que afetam o comportamento social, serotonina, ocitocina e vasopressina, são ativados pela vitamina D.

10. Gripes e resfriados


Este benefício tem sido estudado com base em alguns problemas causados pela falta de vitamina D. Crianças com deficiência de vitamina D tem mais chances de desenvolver infecções respiratórias. Já adultos com menores quantidades de vitamina D contraem mais resfriados e problemas no trato respiratório.


Uma pesquisa publicada no The American Journal of Clinical Nutrition que contou com a participação de 340 crianças japonesas durante quatro meses observou que os riscos de contrair gripe diminuiu no grupo que ingeriu o suplemento de vitamina D.
11. Risco de morte prematura


Uma pesquisa publicada no Archives odfInternal Medicine sugere que tomar suplementos de vitamina D podem reduzir as taxas de mortalidade. O estudo observou o resultado de 18 estudos que contaram no total com cerca de 60.000 participantes e constatou que o consumo de suplementos de vitamina D diminui em 7% o risco de mortalidade por qualquer causa.
Interações


Quando consumida dentro das quantidades recomendadas a vitamina D não interage com nenhuma outra substância. Porém, quando ingerida em excesso pode levar a alta absorção de cálcio, por isso que o consumo de vitamina D além do recomendado só pode ser feito com orientação médica.
Efeitos colaterais


Quando consumida dentro das quantidades recomendadas a vitamina D não tem efeitos colaterais. Porém, quando ingerida em excesso pode prejudicar os rins por causar o aumento da absorção de cálcio. Por isso, é importante que o consumo além do recomendado desta vitamina seja feito com acompanhamento médico.

Deficiência

A deficiência de vitamina D pode causar uma série de problemas de saúde. A falta dela aumenta o risco de problemas cardíacos, osteoporose, câncer, gripe e resfriado, e doenças autoimunes como esclerose múltipla e diabetes tipo 1. Em mulheres grávidas deficiência de vitamina D aumenta o risco de aborto, favorece a pré-eclâmpsia e eleva as chances da criança ser autista.

Quanta vitamina D precisamos?

Segundo diversos estudos realizados recentemente, entre eles um da Universidade do Wisconsin, Estados Unidos, e outro da Universidade de Toronto, Canadá, a orientação para pessoas com mais de 50 quilos é consumir entre 5.000 e 10.000 unidades de vitamina D ao dia. O mesmo vale para as gestantes e lactantes.


No caso das crianças a orientação é ingerir até 1.000 unidades de vitamina D para cada 5 quilos de peso. Então, uma criança que pesa 30 quilos, por exemplo, pode ingerir até 6.000 unidades de vitamina D.
Como obter a vitamina D

Apesar de estar presente em alimentos de origem animal, estas comidas não possuem a quantidade de vitamina D que o organismo necessita. Por isso, para evitar a carência da substância é importante tomar de 15 a 20 minutos de sol ao dia. Braços e pernas devem estar expostos, pois a quantidade de vitamina D que será absorvida é proporcional a quantidade de pele que está exposta.

Ao se expor ao sol para obter a vitamina é importante não passar o filtro solar. Para se ter uma ideia, o protetor fator 8 inibe a retenção de vitamina D em 95% e um fator maior do que isso praticamente zera a produção da substância. Para evitar o câncer de pele, após os 15 a 20 minutos recomendados para obter a vitamina, passe o protetor solar.

As janelas também atrapalham a absorção da vitamina D. Isto porque os raios ultravioletas do tipo B (UVB), capazes de ativar a síntese da vitamina D, não conseguem atravessar os vidros.


A exposição ao sol da maneira recomendada irá proporcionar as 10 mil unidades de vitamina D. Como a exposição solar já irá proporcionar boas quantidades da substância, é importante que a necessidade do indivíduo seja analisada por um profissional da saúde a fim de saber se apenas o sol é o suficiente ou se é preciso uma alimentação rica na substância ou suplementação.
Fontes de vitamina D


Todos os alimentos fontes de vitamina D são de origem animal porque as fontes vegetais não conseguem sintetizar a vitamina da maneira como os alimentos provenientes de animais. Até mesmo o alimento com as maiores quantidades da substância, o salmão, conta com somente 6,85% das necessidades diária de vitamina D em uma porção de 100 gramas. Por isso, tomar sol é fundamental para evitar a carência do nutriente.


Além disso, esses alimentos são bastante ricos em gordura saturada. Quando ingerido em grandes quantidades este lipídio sofre o processo de oxidação e há o risco do aparecimento de placas que podem inflamar as artérias sanguíneas, levando a doença vascular que pode comprometer o coração, os rins e o cérebro a longo prazo.


Confira os alimentos que possuem vitamina D.




Alimento

Quantidade de vitamina D

Porcentagem do valor diário de vitamina D


Atum (100 gramas)

227 unidades

2,27%


Sardinha (100 gramas)

193 unidades

1,93%


Ovo (uma unidade)

43,5 unidades

0,43%


Queijo cheddar (50 gramas)

12 unidades

0,12%


Carne bovina (100 gramas)

15 unidades

0,15%



Fonte: Tabela do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.
Uso de suplemento de vitamina D


Os suplementos de vitamina D podem ser utilizados em casos de constatação de carência da substância ou no tratamento de algumas doenças. A falta do nutriente é constatada após exame de sangue.


É importante ressaltar que os suplementos só podem ser tomados após a orientação médica para o consumo dessas doses extras. Em alguns tratamentos são orientadas superdoses de vitamina D, ou seja, uma quantidade além do que é normalmente orientado. Nesses casos o consumo sempre é feito com orientação médica e é preciso observar o quanto de cálcio e líquidos a pessoa irá ingerir, sendo que o consumo do mineral pode precisar ser reduzido e o de líquidos aumentado.


Idosos e os suplementos: Pessoas mais velhas produzem menos vitamina D em resposta à exposição ao sol por questões metabólicas relacionadas à idade. A quantidade da substância produzida em uma pessoa de 70 anos é, em média, um quarto da que é sintetizada por um jovem de 20 anos. Por isso, é interessante que os idosos conversem com seus médicos sobre a possibilidade de consumir suplementos de vitamina D.
Riscos do consumo em excesso de vitamina D


É importante destacar que o excesso de vitamina D só ocorre por meio da suplementação. Isto porque os alimentos não contam com quantidades grandes da substância e a obtenção dela por meio dos raios solares é regulada pela pele, que cessa a produção da vitamina quando atinge os valores necessários.


Porém, o excesso por meio dos suplementos sem a orientação médica pode ser muito perigoso. Há o risco de ocorrer a elevação da concentração de cálcio no sangue e isso pode provocar a calcificação de vários tecidos, sendo que os mais afetados são os rins, que podem chegar a perder sua função.
Combinando a vitamina D


Suplemento + hidratação: Ao ingerir os suplementos de vitamina D, para evitar problemas de saúde, especialmente nos rins, além do acompanhamento médico, é importante se hidratar e manter uma dieta balanceada.
A deficiência de vitamina D


Infelizmente, cerca de 80% das pessoas que vivem em um ambiente urbano, são carentes em vitamina D. Isto porque elas passam grandes períodos de tempo em locais fechados e não se expõem ao sol.


Contudo, a deficiência pode ser revertida. É possível fazer esta correção do quadro por meio de suplementação, lembrando que esta alternativa é válida somente após a orientação médica, e/ou tomando sol sem proteção solar nos braços e pernas durante quinze a vinte minutos todos os dias.